sábado, 17 de março de 2012


Vivo dias confusos, minutos que mais parecem horas, momentos que gostaria de ter… Não tenho, ando um tanto impaciente com tudo, com medo de todos, medo de não me encontrar, de não ser alguém… Vivo na esperança de encontrar algo, mas o que. A vida já me derrubou tantas vezes, por tantas coisas, motivos impróprios, tenho uma história triste, não sei se tenho algo pra me agarrar de verdade, não sei se tenho amigos e se tenho são poucos. A maioria do tempo eu passo sozinha, eu sou sozinha na verdade, meus pais… Mais me oprimem do que me dão apoio em algo, vivo irritada, chorando, fraca. Insegura demais. Posso até mesmo dizer que sou alguém um tanto triste, não sei se tenho motivos pra viver, as vezes me sinto um nada, me sinto como se tudo em volta de mim, fosse nada. Penso que posso enlouquecer, tenho tantos momentos de tristeza, chorar… Isso eu faço, e muito, não me pergunte porque, eu não sei sinceramente não sei, posso muitas vezes parecer alguém feliz cujo o olhar é triste, o sorriso nem sempre é verdadeiro, fingir estar bem virou abito pra mim. Me apego fácil demais, quebro muito a cara por causa disso, tudo no começo é uma fantasia, mas é como se fosse um circo me fascina por alguns dias e depois simplesmente vai embora… Não estou falando de garotos muito pelo contrário, falo de todos, amigos, amigas, pessoas que eu achava que confiava, que simplesmente me deixaram… Me fizeram sofrer, como é fácil me enganar.. Finjo ser uma pessoa forte, mas na verdade sou uma garotinha indefesa com medo de tudo, sou tão fraca, meus olhos muitas vezes se perdem no nada, mas eu penso em tudo. Tudo o que já me aconteceu, o que ninguém sabe é que sou uma pessoa muito envolvida que gosta de fazer o bem, de fazer todos que estão ao meu redor bem… Mesmo que isso seja difícil, eu tento e muito. Posso contar nos dedos quem me retribuiu algo na vida, posso ver quem são aqueles que realmente merecem algo de mim, dessa menina que aparenta ser tão durona, mas é uma simples garotinha ali com medo de perder os insuportáveis que ela chama de pais. Essa garotinha, um dia ainda vai ser alguém na vida, e mostrar a que veio, mostrar a todos que duvidaram dela, que ela tem capacidade de fazer. Ela vai se encontrar…  
                             A.Machado

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